Pensando Famílias vol. 16, nº 2

A Pensando Famílias vol. 16, nº 2 apresenta artigos com diversidade ampla, em que os autores trazem suas pesquisas, estudos e reflexões sobre temas, tais como a figura do terapeuta, perdas de figuras significativas, disputa sobre a guarda de filhos, práticas educativas maternas, relacionamento sogra x nora, adoção, alienação parental, adolescente em conflito com a lei e guarda judicial de netos.

A terapia de família dispõe de temas que originam um maior número de estudos e pesquisas do que outros, não significando que isto defina interesse ou importância dos mesmos. Alguns deles mostram-se mais atraentes, recebendo mais atenção e reflexões. Outros expõem mais dor, sofrimento ou dificuldades, sendo, por isso, menos explorados.

Nesta edição, há assuntos que denotam certa dificuldade no manejo terapêutico, como a situação de troca de terapeutas em famílias que estão bem vinculadas com seu(s) terapeuta(s): substituir alguém apreciado é uma árdua tarefa. Outro tema mobilizante é a perda de alguém significativo, como a figura materna, principalmente se a pessoa que sofreu a perda for uma criança. Desconfortável e tenso é o conflito que envolve um casal em separação com disputa de guarda pelo filho. Estes e outros temas instigantes integram a presente edição de Pensando Famílias, que inicia com o trabalho de Débora S. Machado, Marli K. Sattler e Paula C. H. Baginski sobre a troca de terapeutas durante o processo terapêutico de uma família.

Esta é uma situação bastante delicada que atinge terapeutas e família, podendo apresentar dificuldades na manutenção do vínculo terapêutico, correndo o risco, inclusive, de haver uma interrupção da terapia. O caso clínico apresentado mostra os momentos difíceis e os de aquiescência frente a esta situação e como foi construído o vínculo terapêutico.

Michele Terres-Trindade, Fernanda P. de Souza e Juliana C. Predebon escrevem sobre as práticas educativas parentais. Este tema tem chamado muito a atenção de pais e profissionais pela grande influência que o comportamento dos pais exerce no desenvolvimento dos filhos. As autoras focam sua pesquisa sobre a transmissão das práticas educativas maternas, utilizando para este estudo o Inventário de Estilos Parentais – IEP (Gomide, 2006), e as Escalas de Qualidade de Interação Familiar (EQIF), (Weber, 2006).

Mônica Marin e Nair T. Gonçalves analisam o processo de luto em uma criança que teve a perda de sua mãe. As autoras, através do acompanhamento terapêutico realizado com a criança e seu pai, analisam seu comportamento e sentimentos frente a este doloroso fato. Consideram ser relevante para a elaboração do luto na terapia o respeito ao tempo da criança e ao vínculo terapêutico em construção, assim como o uso de técnicas apropriadas.

Rafaela Sozo, Tayse R. Denti e Silvana Baumkarten realizam uma pesquisa sobre as relações entre nora e sogra. A motivação pela escolha deste tema foi a importância que estas relações têm no convívio familiar, tomando uma dimensão transgeracional. Apontam algumas considerações obtidas nesta pesquisa que são de domínio público, mas que aparecem como mito, pois a sogra é percebida como a única responsável pela difícil relação existente nesta díada.

Fernanda D. Mahl, Fernanda P. Jaeger, Naiana D. Patias e Ana Cristina G. Dias escrevem sobre a impossibilidade biológica de gestar. Buscam compreender o que a maternidade significa para estas mulheres enquanto aguardam a adoção e o contexto ambiental envolvido. As autoras verificam que estas mulheres têm um sofrimento ampliado, pois além do fato de se sentirem inférteis, enfrentam a expectativa da família e do seu meio social sobre a possibilidade de virem a engravidar, sendo que, muitas vezes, sofrem críticas pela sua impossibilidade biológica de gerar filhos.

Alexandre C. R. D. Bernardina e Caroline Simon escrevem sobre alienação parental, tema relevante na atualidade. Frequentemente casais se separam e não conseguem manter relações apropriadas frente ao(s) filho(s), esquecendo que estes dependem de uma vinculação afetiva de amor, tanto com o pai como com a mãe, mesmo que estes passem a viver em locais diferentes. Os autores discorrem sobre o tema de forma clara, elucidativa, apontando causas que podem levar a esta situação de imenso sofrimento, cerceando o desenvolvimento adequado do(a) filho(a). Integram a compreensão psicológica com o direito de família e a práxis forense.

Silvana T. Baumkarten apresenta um caso clínico de um adolescente em conflito com a lei e seu envolvimento familiar. O estudo utiliza o entendimento sistêmico para a compreensão da dinâmica familiar e suas complexidades, permeadas por segredos e separações, abrangendo as fronteiras intergeracionais.

Vanessa S. Cardoso e Liana F. Costa trazem para discussão um tema pouco abordado: a concessão de guarda judicial de netos e seus efeitos sobre a vida dos avós. Através da Teoria Sistêmica e da transgeracionalidade familiar, as autoras apresentam questões pertinentes relacionadas à organização e ao relacionamento no ambiente familiar decorrentes desta situação. Indicam a necessidade de maior atenção a este tema dentro do contexto da Justiça.

Boa leitura!
Helena Centeno Hintz

A Troca de Terapeutas na Instituição: Reflexões Sobre os Vínculos e Repercussões no Processo Terapêutico[1]

Débora de Souza Machado[2]
Marli Kath Sattler[3]
Paula Centeno Hintz Baginski[4]

Resumo

Este trabalho trata-se de um relato de experiência vivenciada no período de formação no Curso de Especialização em Terapia de Família no DOMUS – Centro de Terapia de Casal e Família. Em cursos como esse, a troca de terapeutas tem sido utilizada com frequência, de acordo com as necessidades da instituição e dos próprios terapeutas. Este trabalho objetivou associar a troca de terapeutas com as repercussões que surgiram no processo. Para tanto, partiu-se de duas situações de troca de terapeuta de uma mesma família, sendo uma primeira troca com planejamento e adaptação ao novo profissional e a segunda sem tal manejo. Percebeu-se que a interrupção dos vínculos entre as terapeutas anteriores e a família acionou sentimentos fortes em todos. A despeito, concluiu-se que há a possibilidade de absorção da mudança pela família em decorrência das características pessoais do terapeuta, entre as quais de estabelecer um vínculo afetivo de qualidade.
Palavras-chave: troca de terapeuta; vínculo; perda; terapia familiar.


The Exchange of Therapists in the Institution: Reflections on Bond and Repercussions in the Process Therapeutic

Abst
ract

This study is a report of an experience of a training period of the Specialist Course in Family Therapy in DOMUS – Center Therapy of Couple and Family. In courses like that, the change of therapeutics is a usual and necessary practice. The aim of this study was to associate the change of therapeutics with the repercussion around the process. Two procedures with the same family were done: first, planning and adaption to a new therapeutics, and second, without such management. The results of this study show that the interruption of bonds between the previous therapists and the family triggered strong feelings in all. It is concluded that there is a possibility of absorption of the change by the family due to the therapist’s personal characteristics, including establishing a bonding quality.
Keywords: change of therapeutics; bond; loss; family therapy.

————————
[1] Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização em Terapia de Família do DOMUS – Centro de Terapia de Casal e de Família.
[2] Psicóloga e aluna do Curso de Especialização em Terapia de Família do DOMUS.
[3] Psicóloga, coordenadora, professora, supervisora e orientadora do Curso de Formação de Terapia de Casal e Família do DOMUS.
[4] Psicóloga, supervisora e co-orientadora do Curso de Formação de Terapia de Casal e Família do DOMUS.

Intergeracionalidade e Educação: A Perpetuação de Práticas Educativas Maternas

Michele Terres-Trindade[1]
Fernanda Pasquoto de Souza[2]
Juliana Carmona Predebon[3]

Resumo

As práticas educativas parentais são alvo de estudos desde o início do século XX, tendo em vista a importância das relações estabelecidas no núcleo familiar e a influência parental no comportamento dos filhos. Este trabalho teve como objetivo investigar a transmissão das práticas educativas maternas entre as gerações e a influência de fatores como a escolaridade materna, a qualidade de interação materna e a configuração familiar na transmissão dessas práticas. Para isso, utilizou-se o Inventário de Estilos Parentais (IEP) desenvolvido por Gomide (2006) e as Escalas de Qualidade de Interação Familiar (EQIF) de Weber e colaboradores (2006). Participaram deste estudo 31 adolescentes do sexo feminino e suas respectivas mães. A partir dos resultados apresentados pode-se verificar a transmissão geracional de mais da metade das variáveis estudadas caracterizando-se pela transmissão geracional tanto de práticas educativas consideradas positivas quanto negativas.
Palavras-chave: práticas educativas maternas; educação; intergeracionalidade.


Intergenerationality and Education: The Perpetuation of Maternal Educational Practices

Abstract


The parenting practices are the focus of studies since the early twentieth century, in view of the importance of established relationships within the family and parental influence on the behavior of children. This work aimed to investigate the transmission of childrearing practices between generations and the influence of factors such as maternal education, the quality of maternal and family configuration interaction in the transmission of these practices. For this, we used the Parental Styles Inventory (PSI) developed by Gomide (2006) and Scales Quality of Family Interaction (SQFI) Weber et al. (2006). The study included 31 female adolescents and their mothers. From the results presented can see the generational transmission of more than half of the variables studied are characterized by both generational transmission of educational practices as positive or negative.
Keywords: maternal educational practices; education; intergenerationality.

————————
[1] Psicóloga (ULBRA), Mestranda em Psicologia Clínica (UNISINOS)
[2] Psicóloga (ULBRA), Doutoranda em Psicologia Clínica (PUCRS), professora do curso de Graduação em Psicologia da ULBRA
[3] Psicóloga (PUCRS), Doutora em Psicologia (PUCRS), professora do curso de Graduação em Psicologia da ULBRA

O Luto de uma Criança: O Processo em Psicoterapia

Mônica Marin[1]
Nair Teresinha Gonçalves[2]

Resumo

Este trabalho buscou analisar e estudar como se comporta uma criança enlutada pela morte de sua mãe. Para tal análise, realizou-se um estudo de caso de uma família que buscou acompanhamento para a criança, a qual fez atendimentos de psicoterapia com aporte na Terapia Relacional Sistêmica. Paciência e atenção, bem como o respeito ao tempo da criança e a construção do vínculo terapêutico, são características importantes no atendimento a uma criança que está vivenciando esse processo de luto. A psicoterapia com a criança desta família visou abrir espaço para a expressão dos seus sentimentos através de diversas técnicas aliadas à criatividade, uso de bonecos e desenhos. Contatou-se assim, que foi possibilitado que a mesma conhecesse seus sentimentos e compreendesse o que estava vivenciando em sua vida, contribuindo para o seu processo de elaboração do luto.
Palavras-chave: família; criança; morte; luto.


The Mourning of a Child: The Process in Psychotherapy

Abstract


This work has aimed to analyze and study how is the behaving of a bereaved child by yours mother’s death. For this analysis, a study of a family’s case, which sought the following of a child who did psychotherapy attendances, was realized according to Systemic Familiar Therapy. Patience, attention and respect for the child’s time and the construction of the therapeutic relationship, are important characteristics in the care of a child that is experiencing the grieving process. The psychotherapy with this family’s child has tried to open spaces to feeling’s expression through several techniques combined to creativity, use of toys and draws. It was noted that it was possible for the child to know her feelings and understand what she was experiencing in her life, contributing to her process of grief’s elaboration.
Keywords: family; child; death; mourning.

————————
[1] Psicóloga – PUCRS; Terapeuta Individual, de Família e Casal – INFAPA (Instituto de Família de Porto Alegre). Trabalho de Conclusão, Especialização em Terapia Individual de Família e Casal – 2011.
[2] Psicóloga – Orientadora do Trabalho de Conclusão – INFAPA (Instituto de Família de Porto Alegre).

Sogra Versus Nora: Se Odeiam, Se Amam ou Se Aturam?

Rafaela Sozo[1]
Tayse Riva Denti1
Silvana Baumkarten[2]

Resumo

Este trabalho investiga a percepção da relação nora e sogra depois de alguns anos de convívio familiar. A ideia consiste em analisar a qualidade dessas relações no âmbito familiar, já que tal fator pode interferir nos demais laços familiares. Foram participantes da pesquisa seis noras e suas respectivas sogras com idade entre 25 anos e 65 anos, sendo que as noras têm no mínimo três anos de casadas e sogra viva. Foram realizadas entrevistas com duração média de 40 minutos e as informações coletadas foram interpretadas por meio da análise de conteúdo, com a construção de categorias. Percebeu-se através da análise que as noras têm em relação às suas sogras, e vice-versa, o sentimento de ódio e o sentimento de amor, e também se aturam, pois elas são obrigadas a conviver juntas, é uma relação sem escolha.
Palavras-chave: nora; relações familiares; sogra.


Mother-in-law Versus Daughter-in-law: Do They Hate, Love or Endure Each Other?

Abstract


This study investigates the perception of the mother-in-law and the daughter-in-law relationship after a few years of family socializing. The idea consists on analyzing the quality of these relationships within the family, once this factor can interfere with other family relationships. It was involved in these research six daughters-in-law and their respective mothers-in-law, aged between 25 and 65 years, having the daughters-in-law a minimum of three years of marriage and the mother-in-law alive. It was used interviews with an average of 40 minutes duration. The information was interpreted by the content analysis, with the construction of categories. It was realized through the analysis that the daughters-in-law have in relation to their mothers-in-law, and vice versa, the feeling of hatred and the feeling of love, and they also endure themselves, because they are forced to live together, it’s a relationship with no choice.
Keywords: mother-in-law; daughter-in-law; family relations.

————————
[1] Psicólogas formadas pela Universidade de Passo Fundo.
[2] Professora da Universidade de Passo Fundo, Doutora em Psicologia.

Enquanto a Maternidade Não Vem: A Infertilidade e a Pressão Social como Pano de Fundo para a Adoção

Fernanda Donato Mahl[1]
Fernanda Pires Jaeger[2]
Naiana Dapieve Patias[3]
Ana Cristina Garcia Dias[4]

Resumo

Este trabalho trata da espera pela maternidade no contexto da adoção, enfocando aspectos sociais envolvidos na situação de impossibilidade biológica de gestar. Objetiva compreender alguns significados da maternidade para mulheres que aguardam a adoção do primeiro filho, assim como compreender fatores contextuais envolvidos no fenômeno. Realizou-se uma pesquisa de caráter qualitativo, com a participação de oito mulheres que estavam na fila de espera pela adoção, há pelo menos seis meses, na Comarca de uma cidade do Rio Grande do Sul /RS. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo. As análises permitiram constatar que as participantes apresentam concepções tradicionais relacionadas à maternidade e à gestação, como aquela que realiza a mulher. Constatou-se também que as participantes sofrem duplamente, primeiro por que enfrentam a infertilidade e segundo por que precisam conviver com a pressão social por parte da família e dos amigos para tornarem-se mãe, sendo frequentes as críticas frente à impossibilidade biológica de gerar um bebê. Essa pressão social parece fazer com que elas continuem na espera pelo filho adotivo.
Palavras-chave: adoção; família; infertilidade; maternidade; pressão social.


While the Motherhood Doesn’t Come: Infertility and Social Pressure as a Background for Adoption

Abstract


This work deals with the hopes for motherhood in the context of adoption, focusing on the social aspects involved in the situation of the biological impossibility of gestating. It aims to understand some meanings of motherhood for women who are waiting to adopt their first child, as well understand the contextual factors involved in this phenomenon. We have conducted a qualitative research study, which has included the participation of eight women who have been on the waiting list for adoption, at least six months, the County in a city of Rio Grande do Sul/RS. The data were subjected to content analysis. The collected data revealed that participants have traditional views regarding motherhood and pregnancy, as that which makes the woman. It was also found that participants suffer doubly, first by facing infertility and second, because they need to live with the social pressure from family and friends to become a mother, and are often criticized about the biological impossibility of conceiving a child. This social pressure seems to make them continue in the struggle to hold the adoptive child.
Keywords: adoption; family; infertility; motherhood; social pressure.

————————
[1] Psicóloga, Mestranda em Distúrbios da Comunicação Humana, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria/RS.
[2] Psicóloga, Mestre em Psicologia, PUC/RS, Professora do Curso de Psicologia do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria, RS.
[3] Psicóloga, Especialista em Criança e Adolescente em Situação de Risco (UNIFRA), Mestre em Psicologia (UFSM
[4] Psicóloga, Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento (USP), Coordenadora do Programa de Pós Graduação em Psicologia (UFSM), Santa Maria, RS.

Alienação Parental: Da Teoria à Práxis Forense

Alexandre Caiado Ribeiro Dalla Bernardina1
Caroline Simon2

Resumo

O presente estudo tem como desígnio central analisar os principais aspectos jurídicos referentes à alienação parental – fenômeno originário da área da Psicologia, mas diretamente relacionado ao Direito de Família –, mais especificamente no que tange à relação pós-dissolução do vínculo conjugal delineada entre os genitores e seus filhos. Objetiva-se perquirir acerca dos pressupostos necessários à configuração da alienação parental, seus elementos de identificação, suas possíveis causas, bem como as consequências psicológicas à criança e ao adolescente e as consequências jurídicas imputáveis ao genitor responsável pela alienação.
Palavras-chave: alienação parental; síndrome da alienação parental; aspectos jurídicos da alienação parental.


Parental Alienation: From Theory to Legal Practice

Abstract


The present study has the main objective of analyzing the main legal aspects of parental alienation – a phenomenon originated from the fields of Psychology, but directly related to Family Law –, more specifically to the period after breaking of the conjugal bond traced between genitors and their offspring. The main goal is to investigate the foreshadows necessary to the configuration of the parental alienation, its identification elements, possible causes, the psychological consequences to the child and the teenager, and the judicial consequences chargeable to the parent responsible for the alienation.
Keywords: parental alienation; parental alienation syndrome; legal aspects of parental alienation.

————————
1 Mestre em Direitos e Garantias Constitucionais Fundamentais (Direitos Constitucionais Fundamentais) pela Faculdade de Direito de Vitória – FDV; Procurador do Estado do Espírito Santo.
2 Graduanda do 10º período do curso de Direito da Faculdade de Direito de Vitória – FDV.

Família e Justiça: Guarda Judicial de Netos e o Ciclo de Vida do Idoso

Vanessa Silva Cardoso[1]
Liana Fortunato Costa[2]

Resumo

O texto discorre sobre a concessão de guarda judicial de netos e seu impacto no ciclo vital do idoso, questionando sobre este tema de pesquisa ainda pouco explorado. As razões pelas quais os avós têm assumido a guarda de crianças serão discutidas e buscamos compreender a organização e dinâmica das famílias que assumem esse tipo de configuração. O enfoque teórico é a Teoria Sistêmica e a dimensão transgeracional da família. Partimos de uma perspectiva de que a relação entre avós e netos tende a ser positiva para todos. Apontamos a necessidade de maiores investigações sobre este tema vinculado ao contexto da justiça.
Palavras-chave: família; avós; guarda judicial de netos.


Family and Justice: Judicial Guard of Grandchildren and the Life Cycle of the Elderly

Abstract


The paper focuses on granting legal custody of grandchildren and their impact on the life cycle of the elderly, questioning on the topic of research yet unexplored. We discuss the reasons why grandparents have assumed custody of children, and seek to understand the organization and dynamics of families who take this type of configuration. The theoretical approach is Systems Theory and the size of the intergenerational family. We start from a perspective that the relationship between grandparents and grandchildren tend to be positive for everyone. Point to the need of further investigations on this subject linked to the context of justice.
Keywords: family; grandparents; legal custody of grandchildren.

————————
[1] Psicóloga, Terapeuta Conjugal e Familiar. Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Doutora em Psicologia Clínica e Cultura – Universidade de Brasília.
[2] Psicóloga, Terapeuta Conjugal e Familiar, Psicodramatista. Doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo. Docente Permanente do Programa de Pós-graduação em Psicologia Clínica e Cultura PCL/IP/UnB

close-link